Café do Lago leva sabores de Elias Fausto ao Sabor de São Paulo

Participação aproxima o público da identidade gastronômica de Elias Fausto e reforça a presença do empreendimento em uma das 15 rotas gastronômicas estruturadas no Estado de São Paulo.

Redação Revista Receita de Turismo | 17/08/2026

Café do Lago leva sabores de Elias Fausto ao Sabor de São Paulo

Café do Lago durante o Sabor de São Paulo, levando ao público sabores e experiências ligados à identidade rural e gastronômica de Elias Fausto. (Alexandre Richards / Café do Lago (se a fotografia for sua; caso contrário, usamos o autor correto))

Café do Lago ganha espaço em uma das 15 rotas gastronômicas de São Paulo

Empreendimento de Elias Fausto participou do Festival Sabor de São Paulo, em Campinas, e integra uma rota que aproxima gastronomia, produção regional, identidade e turismo em diferentes territórios paulistas


Por Alexandre Richards

Uma mesa de café pode dizer muito sobre o lugar onde ela está servida. Os ingredientes, as receitas, o modo de preparar, a paisagem ao redor e até a relação de quem recebe com o campo ajudam a contar uma história que vai além da comida.

Foi com essa perspectiva que produtores e empreendimentos de diferentes municípios se encontraram no Instituto Agronômico (IAC), em Campinas, durante o Festival Gastronômico Sabor de São Paulo. Entre os participantes estava o Café do Lago, de Elias Fausto, integrante da Rota Gastronômica Circuito das Águas, Frutas, Bandeirantes, Bem Viver e Encantos do Campo.

A participação coloca o empreendimento dentro de um movimento que vem aproximando duas forças importantes do interior paulista: a gastronomia que nasce nos territórios e o turismo que leva pessoas até eles.

Uma rota que atravessa diferentes identidades

A rota da qual o Café do Lago participa reúne cinco regiões turísticas: Circuito das Águas Paulista, Circuito das Frutas, Circuito Encantos do Campo, Bem Viver e Roteiro dos Bandeirantes.

É uma extensão territorial considerável e, principalmente, diversa.

Cada região chega com suas próprias características, produtores, receitas, paisagens e histórias. É essa diversidade que ajuda a compreender o sentido de uma rota gastronômica: não se trata simplesmente de reunir endereços onde o visitante pode comer bem, mas de reconhecer a gastronomia como uma das maneiras de conhecer um território.

Quem viaja atrás de um café especial pode acabar conhecendo uma propriedade rural. Quem chega por causa de um queijo descobre a história de uma família. Uma receita tradicional pode levar o visitante a uma cidade que até então não fazia parte de seus planos.

A comida deixa de ser apenas uma parada durante a viagem e passa a ser também uma razão para viajar.

Um projeto que já alcançou 340 municípios

O Sabor de São Paulo é uma ação do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP), em parceria com Mundo Mesa e Senac-SP.

Entre julho de 2023 e agosto de 2026, o programa percorreu 39 regiões turísticas, reunidas em 15 rotas gastronômicas. Nesse trabalho, foram mapeados produtores e profissionais da gastronomia e do turismo de 340 municípios.

Os festivais regionais reuniram 14.500 participantes e outras 2.355 pessoas participaram de capacitações voltadas a produtores e profissionais dos setores de gastronomia e turismo.

A iniciativa conta ainda com o apoio de instituições como Sebrae, Faesp, Senar, Aprecesp, Amitesp, prefeituras e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Os números mostram o tamanho do programa. Mas são as histórias encontradas dentro desses territórios que ajudam a entender sua proposta.

Quando a origem passa a ter valor

Durante o encontro em Campinas, uma das discussões foi justamente sobre algo que muitas vezes passa despercebido por quem está diante de um prato ou de uma xícara de café: quanto do lugar existe dentro daquele produto?

A apresentação sobre produtos territoriais mostrou que história, conhecimento local, clima, solo, práticas agrícolas, arquitetura, manifestações culturais, gastronomia e paisagem podem formar uma combinação própria de determinada região.

Foram apresentados exemplos envolvendo cafés especiais, uvas, vinhos e outros produtos.

Também entraram nessa discussão as Indicações Geográficas (IGs), utilizadas para identificar produtos ou serviços cuja reputação, características ou qualidades possuem relação com sua origem geográfica, conforme a modalidade de reconhecimento.

O raciocínio é simples de compreender quando trazido para perto do turista.

Não é a mesma coisa comprar um produto sem conhecer sua procedência e prová-lo depois de percorrer a estrada, conhecer a região, conversar com quem produz e compreender o que existe por trás daquela receita.

O produto continua sendo importante. Mas a história passa a acompanhá-lo.

E onde o Café do Lago entra nessa história?

No Café do Lago, essa relação entre gastronomia e lugar acontece de maneira bastante natural.

O visitante chega à zona rural de Elias Fausto para encontrar o café colonial, o fogão a lenha e o café recém-coado, mas a visita não fica restrita à mesa.

Há o lago, o pomar, as áreas verdes, os animais e os caminhos pela propriedade. Em determinadas épocas do ano, girassóis e parreiras acrescentam novas paisagens à experiência.

Quem chega cedo percebe também um ritmo diferente daquele encontrado na cidade. O movimento da cozinha começa, as mesas são preparadas e o cheiro do café acompanha o início do dia no campo.

Nada disso precisa ser separado da gastronomia. Faz parte dela.

O ambiente ajuda a construir a memória da refeição, da mesma maneira que uma receita ou um ingrediente pode guardar a memória de um território.

É essa combinação que ajuda a entender por que o Café do Lago encontra espaço dentro de uma rota gastronômica.

Elias Fausto entra nessa conversa

A presença de empreendimentos de Elias Fausto no Sabor de São Paulo também ajuda a colocar o município dentro de uma discussão maior sobre turismo gastronômico.

Para cidades do interior, ser descoberto por meio da gastronomia pode abrir uma nova porta de entrada para o visitante.

Muitas viagens começam assim.

Alguém conhece um produto, vê uma fotografia, recebe uma indicação ou descobre um estabelecimento. Decide pegar a estrada. Quando chega, percebe que existe uma cidade e uma região inteira ao redor daquele primeiro motivo da viagem.

A gastronomia passa a funcionar como convite.

E, quando diferentes empreendimentos de um mesmo território começam a aparecer dentro desse movimento, aumenta também a possibilidade de o visitante deixar de enxergar apenas um endereço e começar a perceber um destino.


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Identidade não se fabrica

Uma das mensagens apresentadas durante o encontro em Campinas resumiu a discussão sobre os produtos territoriais: “O sucesso não está em produzir mais. Está em produzir melhor e com identidade.”

Para o turismo, a ideia encontra terreno fértil.

Identidade não depende de criar algo artificial para impressionar o visitante. Muitas vezes, ela já está ali: no fogão que continua aceso, na receita que permanece na família, na produção rural, na paisagem, na maneira de receber e nas histórias de quem vive naquele território.

O desafio é reconhecer esse patrimônio e transformá-lo em uma experiência que possa ser compartilhada sem perder sua autenticidade.

Ao participar do Sabor de São Paulo e integrar uma das 15 rotas gastronômicas trabalhadas pelo programa, o Café do Lago passa a dividir espaço com diferentes produtores e empreendimentos que encontram justamente naquilo que possuem de próprio uma oportunidade de apresentar seus territórios.

Em Elias Fausto, o café colonial é uma dessas portas.

O visitante pode chegar pela mesa. Depois dela, há muito mais para conhecer.

Contato

(19) 97405-3355
alexandre.richards@gmail.com

Chave Stein – Cardeal, Elias Fausto/SP (2 km de estrada de terra – prefira o acesso pela Estrada Municipal de Elias Fausto)

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