Campo de Girassóis do Café do Lago Colonial: florada de 80 mil flores tem previsão para o fim de julho em Elias Fausto (SP)

Atrás dos parreirais, um campo de 10 mil m² se prepara para florescer por apenas duas semanas — conheça a lenda grega por trás do girassol, as curiosidades da flor que segue o sol e o melhor horário para visitar

Redação Revista Receita de Turismo | 06/07/2026

Campo de Girassóis do Café do Lago Colonial: florada de 80 mil flores tem previsão para o fim de julho em Elias Fausto (SP)

Com um sorriso no rosto e o campo florido ao fundo, Liberato faz o convite: em breve, uma nova florada de girassóis abrirá suas pétalas no Café do Lago Colonial, renovando um dos cenários mais encantadores do interior paulista

A lenda que está prestes a florescer no Café do Lago

Por Alexandre Richards

Antes de ser flor, o girassol foi amor.

Conta a mitologia grega que a ninfa Clítia se apaixonou por Hélio, o deus Sol. Rejeitada, ela deixou de comer e de beber. Sentou-se sobre uma rocha e passou nove dias apenas acompanhando com o olhar o percurso do amado pelo céu, do nascer ao pôr do sol. Os deuses, comovidos com tamanha devoção, transformaram-na em uma flor que faria aquilo para sempre: seguir o sol.

Milhares de anos depois, a ciência explicou o que a lenda já intuía. O girassol jovem realmente gira. Acompanha o sol de leste a oeste ao longo do dia e, durante a madrugada, retorna lentamente à posição inicial, como quem espera o amanhecer. Quando amadurece, ele para — e permanece fixo, para sempre voltado ao leste, olhando eternamente o nascer do sol. Há até uma razão prática para isso, descobriram os cientistas: flores voltadas ao leste se aquecem mais cedo e recebem mais abelhas logo nas primeiras horas da manhã. A devoção de Clítia, no fim das contas, também era sabedoria.

É esse espetáculo milenar que está prestes a acontecer no Café do Lago Colonial, em Elias Fausto, no interior de São Paulo.

Um mar amarelo em preparação

Atrás dos parreirais, em um campo de 10 mil metros quadrados, cerca de 80 mil pés de girassóis crescem em silêncio. Quem passou pela fazenda nas últimas semanas do outono viu as plantas ainda verdes, na altura do joelho, ganhando corpo dia após dia. Agora, com o inverno instalado e o céu limpo da estação seca, elas entram na reta final: a florada tem previsão para o fim de julho.

E é preciso avisar: quando acontecer, será breve. Cada girassol permanece no auge de sua beleza por cerca de duas semanas. São poucos dias em que o campo inteiro se transforma em um mar amarelo — e é justamente essa janela curta que torna o momento tão especial. A natureza não repete o espetáculo sob encomenda; quem quiser vê-lo precisa estar atento ao calendário dela.

A flor que já foi joia de templo

Pouca gente sabe, mas o girassol é americano de nascimento. Foi domesticado há milhares de anos por povos indígenas da América do Norte, antes mesmo de o milho se tornar protagonista das lavouras do continente. Entre os incas, a flor era reverenciada como símbolo do deus Sol, e ornamentos de ouro em seu formato adornavam sacerdotisas e templos. Quando chegou à Europa, no século XVI, foi tratada primeiro como raridade de jardim — só séculos depois viraria lavoura.

E há ainda um segredo matemático escondido no miolo de cada flor: as sementes se organizam em espirais que seguem a sequência de Fibonacci, o mesmo padrão encontrado em conchas e galáxias. É o arranjo mais eficiente que a natureza encontrou para acomodar o máximo de sementes no menor espaço. Cada girassol carrega, no centro do rosto, uma pequena obra de engenharia.

O melhor horário para viver a florada

Quando o campo abrir em flor, vale a dica de quem entende de luz: o início da manhã é o momento mais bonito. Como os girassóis maduros ficam todos voltados para o leste, quem chega cedo encontra milhares de flores de frente para o nascer do sol — e para a câmera. No fim da tarde, a luz dourada do poente acentua o amarelo das pétalas e cria o cenário perfeito para fotos. E, entre uma imagem e outra, um lembrete carinhoso: o campo é vivo, e as abelhas que o visitam fazem parte do espetáculo.

Enquanto a florada não chega, os girassóis seguem fazendo o que Clítia faz desde a mitologia: acompanhando o sol, dia após dia, à espera do momento de se revelar.

E, como ela, quem vir uma vez vai querer olhar para sempre.


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Serviço

Campo de girassóis do Café do Lago Colonial — Elias Fausto (SP). Florada prevista para o fim de julho, com duração aproximada de duas semanas. Acompanhe os canais oficiais do Café do Lago para saber o dia exato em que o campo estará em pleno florescimento.

Perguntas frequentes

Onde fica o campo de girassóis do Café do Lago Colonial?

O campo de girassóis fica no Café do Lago Colonial, em Elias Fausto, no interior de São Paulo, na região de Campinas e Indaiatuba. A plantação está localizada atrás dos parreirais da propriedade.

Quando os girassóis do Café do Lago vão florescer?

A florada tem previsão para o fim de julho. Como a data exata depende do clima, o Café do Lago Colonial divulga em seus canais oficiais o momento em que o campo atinge o pleno florescimento.

Quanto tempo dura a florada dos girassóis?

Cada girassol permanece no auge da floração por cerca de duas semanas. Por isso, a janela para visitar o campo totalmente amarelo é curta e vale acompanhar os avisos da florada.

Qual é o tamanho do campo de girassóis?

São aproximadamente 10 mil metros quadrados de plantação, com cerca de 80 mil pés de girassóis.

Qual é o melhor horário para fotografar os girassóis?

O início da manhã é o momento mais bonito, pois os girassóis maduros ficam voltados para o leste, de frente para o nascer do sol. No fim da tarde, a luz dourada do poente também cria um cenário ideal para fotos.

Por que o girassol segue o sol?

O girassol jovem acompanha o sol de leste a oeste ao longo do dia, movimento chamado de heliotropismo. Ao amadurecer, a flor se fixa voltada para o leste — posição que a aquece mais cedo e atrai mais abelhas polinizadoras pela manhã.


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